ASSENTAMENTO RIO BONITO E O DIÁLOGO DE SABERES: Contribuições das Práticas Agroecológicas em uma Área da Reforma Agrária.
Assentamento Rio Bonito; agroecologia; diálogo de saberes; ancestralidade; memória.
Essa dissertação versa sobre o Assentamento Rio Bonito, uma área de Reforma Agrária, e objetiva compreender a partir das histórias de vida, narrativas dos participantes da pesquisa, os saberes e fazeres presentes na comunidade, desde experiências individuais e coletivas, lutas, desafios em busca pelo acesso à terra e uma agricultura sustentável no contexto de resistência. O trabalho baseia-se no modo de pesquisa qualitativa, associado ao método de histórias de vida e diálogo de saberes dos assentados que vivenciaram e vivenciam as transformações presentes no assentamento, identificando a importância da Reforma Agrária para os sujeitos locais e o papel na transformação social e tomada de consciência de cada sujeito assentado. Essa abordagem possibilitou a produção de dados descritivos a partir do contato direto da pesquisadora com os fenômenos sociais e o próprio contexto dos sujeitos da realidade do Assentamento Rio Bonito. Compreendendo amplamente as diferentes situações e realidades interconectadas com a luta pelo acesso à terra e a resistência na permanência com sustentabilidade. Assim, as histórias e narrativas dos sujeitos da comunidade evidenciam experiências, compreendendo em que medida as histórias de vida dos indivíduos pertencentes ao Assentamento Rio Bonito demonstram as experiências individuais e coletivas, na luta por terra e agroecologia. A Reforma Agrária caracteriza-se como uma política complexa que não deve ser compreendida apenas como a distribuição de terras, mas como um programa completo que beneficia os trabalhadores rurais, e possibilita além da posse da terra, condições de sobrevivência.