A EAPE E A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NA REDE PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL NO PÓS-PANDEMIA: AVANÇOS, RETROCESSOS E RESISTÊNCIAS
Relação capital-educação, Formação continuada de professores, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, pós-pandemia
Esta pesquisa tem por objetivo compreender a formação continuada nos processos de reconfiguração da educação no período pós-pandêmico caracterizando a relação capital-educação na qual se insere a formação de professores e o processo de desenvolvimento da formação continuada no Brasil, as concepções e forças em disputa no campo da formação de professores, além de analisar a relação dos aspectos da formação continuada de professores do Ensino Fundamental do Distrito Federal no período pós-pandêmico. A pesquisa está vinculada ao Grupo de Estudos e Pesquisas GEPFAPe, e constitui-se como um dos projetos que integram a Pesquisa: Observatório da Educação Básica: impactos da pandemia sobre o direito à educação e a reconfiguração do trabalho docente, financiada pela CAPES. O trabalho está calcado no materialismo histórico-dialético e nos pressupostos marxistas. Da análise emergiram categorias que evidenciaram uma política local em consonância com os processos de reconfiguração do trabalho, por meio de mecanismos de padronização da formação continuada - movimento que favorece o aumento do controle sobre o trabalho docente e retira a autonomia do formador, impondo-lhe o ritmo de trabalho por meio da plataformização, além de estabelecer a individualização como forma de trabalho, o que opera em favor da responsabilização. A pesquisa revelou ainda que a formação continuada no Distrito Federal se constitui espaço de luta e resistência dos formadores que constroem coletivamente formas para enfrentar o avanço das políticas que operam contra a educação, portanto, embora governos e empresários avancem no aprofundamento do desmonte da formação continuada, este segue sendo um campo em disputa.