"Mulheres negras e seus ciberativismos: construindo redes de afeto, (re) existência e epistemologias dissidentes no digital".
Feminismos Negros; Ciberativismos; Novas Tecnologias da Informação e Comunicação; Mulheres Negras; Cartografia.
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Essa dissertação possui como objetivo compreender as possibilidades dos novíssimos movimentos sociais (Perez, 2019) de ciberativistas negras mobilizarem o fortalecimento dos Feminismos Negros e a luta contra o racismo, o sexismo, o etarismo, a transfobia, o capacitismo e outras formas de opressões em suas redes sociais, ancorada na proposição de Nascimento (2021) acerca do conceito de “mulheridades” para caracterizar as diversas concepções que envolvem o “ser mulher” e que, no contexto contemporâneo de indissociação entre Tecnologia, Comunicação e Educação, podem ser experienciadas em diferentes contextos, no qual se inclui o digital. À luz da interseccionalidade como instrumento teórico-metodológico (Akotirene, 2019), da Teoria Ator-Rede de Bruno Latour (2012) e da Cartografia de Deleuze e Guattari, a pesquisa pretende acompanhar três sujeitas/atores na rede social Instagram, durante os meses de outubro a dezembro de 2024, para mapear a ocupação do ciberespaço por mulheres feministas negras na construção de suas próprias narrativas, vivência de seus afetos, produção de seus agenciamentos e epistemologias-outras que se apresentam como ações micropolíticas, nessa multiplicidade rizomática proporcionada pelos diversos ativismos digitais, contra a lógica tecnológica hegemônica racista/patriarcal/colonial e pela potencialização de corpos-outras ocupantes das redes sociais em seu devir. |