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Banca de DEFESA: SANDRA MARIA COSTA BARBOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SANDRA MARIA COSTA BARBOSA
DATA : 11/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: virtual
TÍTULO:

A INCLUSÃO DO ESTUDANTE COM TEA: UM OLHAR SOBRE A SUBJETIVIDADE SOCIAL DA ESCOLA


PALAVRAS-CHAVES:

Subjetividade social; Trabalho pedagógico; Inclusão escolar; Transtorno do Espectro Autista


PÁGINAS: 157
RESUMO:

Este estudo teve como objetivo compreender a subjetividade social de uma escola pública do ensino fundamental, em anos iniciais, e sua relação com o trabalho pedagógico realizado com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculados em classes comuns e classes de integração inversa na rede pública do Distrito Federal. A pesquisa foi fundamentada na Teoria da Subjetividade de González Rey, a qual entende a subjetividade como um processo históricocultural, constituído por complexas produções simbólico-emocionais geradas na experiência humana. Adotou-se a Epistemologia Qualitativa e a metodologia construtivo-interpretativa do mesmo autor, considerando o conhecimento científico como construção dialógica, articulada entre história, cultura, fenômenos sociais e subjetividade. O trabalho de campo contou com levantamento documental, observações participantes em conselhos de classe e reuniões pedagógicas, sistemas conversacionais e entrevistas informais com gestores, equipe pedagógica, professores e familiares. A construção interpretativa, orientada por indicadores construídos no processo, permitiu evidenciar sentidos subjetivos associados ao acolhimento, corresponsabilidade e compromisso ético com a diversidade humana, mas também revelou contradições marcadas pela persistência de práticas patologizantes e pela lógica classificatória sustentada por laudos e diagnósticos, ancoradas na cultura avaliativa e nas normativas da SEEDF. Tais sentidos subjetivos coexistem e se articulam na subjetividade social da escola, configurando processos dinâmicos que, ao mesmo tempo em que favorecem práticas pedagógicas inclusivas e inovadoras, também podem limitar as possibilidades de uma inclusão plena. Conclui-se que o trabalho pedagógico com estudantes com TEA constitui-se como um espaço vivo de disputas simbólicas, no qual avaliação, planejamento e currículo se entrelaçam a crenças, valores, normas, ações e relações. Nesse movimento contraditório, reafirma-se a centralidade da escola como espaço coletivo de produção e tensão, abrindo caminho para novas formas de compreender, sustentar e experienciar a inclusão como um processo permanente, singular e em constante construção.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ALEXANDRA AYACHE ANACHE - UFMS
Presidente - 3171415 - DANIEL MAGALHAES GOULART
Externo ao Programa - 1320186 - JOSE FERNANDO PATINO TORRES - nullExterna ao Programa - 2686011 - SANDRA FERRAZ DE CASTILLO DOURADO FREIRE - null
Notícia cadastrada em: 07/08/2025 08:14
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