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Banca de DEFESA: FLORACI MARIANO DE CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FLORACI MARIANO DE CARVALHO
DATA : 20/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: SALA DE ATOS DA FE 1
TÍTULO:

TEXTOS ESCRITOS HÍBRIDOS POR ESTUDANTES E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: O QUE PENSAM DOCENTES DE ESCOLA PÚBLICA DO ENSINO FUNDAMENTAL?

 


PALAVRAS-CHAVES:

Inteligência Artificial. Texto híbrido. Docente. ChatGPT


PÁGINAS: 107
RESUMO:

A pesquisa objetiva analisar, criticamente, percepções e prospectivas de docentes do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental de uma rede pública municipal perante a realidade do uso da produção de textos escritos híbridos por estudantes e IA. O estudo aborda pressupostos da educação e comunicação numa perspectiva crítica (Freire, 1987, 1996, 2013, 2018), os conceitos de pensamento prospectivo (António Junior; Oliveira; Kilimnik, 2010; Moritz; Pereira, 2005) e de texto híbrido (Lopes; Forgas; Cerdà-Navarro, 2024). Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva com uma abordagem qualitativa, cujos procedimentos metodológicos utilizados foram a análise de conteúdo de Bardin (1977) e a triangulação de dados de Triviños (1987). Foram realizadas dez entrevistas semiestruturadas com docentes de três escolas do município de Novo Gama, Goiás. Entre os resultados da pesquisa, destaca-se a categoria “implicações negativas do uso da IA em textos escritos híbridos” que está associada às seguintes subcategorias e respectivas frequências no conteúdo das dez entrevistas: maturidade ética e moral [9], “plágio” [04], preguiça [04], dependência tecnológica [03], falta de análise crítica [02], distanciamento das próprias capacidades [2] e desconfiança [1]. Já na categoria “implicações positivas do uso da IA em textos escritos híbridos”, emergem as subcategorias pesquisa [06], enriquecimento do vocabulário [02], forma correta de escrita [02], fixação de conteúdo [1], tempo [01], trabalho com o que gosta [01], velocidade [1] e tira-dúvida [1]. Por sua vez a categoria “aceitação condicionada” está associada às subcategorias autoria [05], participação [3], pesquisa [02], debates [02], apropriação do vocabulário [1], reforço do conhecimento [1] e estudar [1], houve um alinhamento nas dez respostas dos docentes quanto ao uso da IA generativa, mediante admissibilidade condicionada a algum fator. Dos dez professores entrevistados, dois demonstraram discordâncias no uso de ferramentas de IA em situações de escrita de textos híbridos. Na categoria “medidas”, a fim de mitigar os efeitos negativos dos riscos do mau uso da IA, são apresentadas as subcategorias orientação [07], produção em sala de aula [02], regras [02], aula de ética e cidadania [01] e metodologias ativas [1], e com isso, predomina a subcategoria “orientações” [7]. Há algumas limitações no conhecimento dos docentes acerca do uso do ChatGPT em contexto de textos escritos híbridos para fins educativos, mas os docentes estão abertos ao uso da ferramenta em atividade em sala de aula. A pesquisa conclui que é importante construir caminhos para o desenvolvimento de uma escrita livre de vieses de desigualdades, levando em conta as transformações que a IA generativa tende a oferecer de benefícios ao ensino. A escrita de textos possibilita uma gama de possibilidades em que o indivíduo tem a oportunidade de usar a sua criatividade para um fim proveitoso na autoria de textos. A criatividade é inerente ao ser humano e nenhuma tecnologia de IA irá superar uma escrita contextualizada com as experiências da realidade dos humanos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1651994 - CARLOS ALBERTO LOPES DE SOUSA
Interna - 1151554 - ANDREA CRISTINA VERSUTI
Externa ao Programa - 1098857 - ALIA MARIA BARRIOS GONZALEZ - UnBExterna à Instituição - MARCIA LOPES REIS - UNESP
Notícia cadastrada em: 02/12/2024 14:21
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