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Banca de DEFESA: CÁSSIA ELEN NUNES DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CÁSSIA ELEN NUNES DE ALMEIDA
DATA : 16/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Faculdade de Educação
TÍTULO:

COMO AS INFÂNCIAS PENSAM, REPRESENTAM E TERRITORIALIZAM A ESCOLA? REFLEXÕES A PARTIR DAS NARRATIVAS DE CRIANÇAS DE UMA ESCOLA DO CAMPO DE BRAZLÂNDIA/DF.


PALAVRAS-CHAVES:

 Infâncias. Protagonismo Epistêmico. Escola Classe. Territórios das infâncias. Educação do Campo. Brazlândia/DF.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

Esta pesquisa tem por objetivo compreender como as crianças que frequentam a Escola Classe do Campo, localizada em Brazlândia, no Distrito Federal (DF), expressam seus pensamentos e percepções sobre a instituição escolar. Com a intenção de alcançar o que propõe o objetivo geral, este trabalho tem três objetivos específicos: 1) Investigar as relações que as crianças possuem com espaço escolar e compreender como essas crianças se sentem acolhidas e representadas na escola. 2) Analisar como essas relações influenciam a concepção das crianças sobre o espaço escolar. 3) Divulgar amplamente, por meio da escrita de cartas, os saberes da criança camponesa sobre a instituição escolar utilizando a abordagem da Sociopoética. Fundamentada na abordagem decolonial, a metodologia utilizada é a Sociopoética de Jacques Gauthier (2012), se constitui como um método de pesquisa cooperativa e coletiva. A pesquisa contou com a participação de 24 crianças camponesas, todas estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Classe localizada na área rural de Brazlândia/DF. A pesquisa buscou descolonizar saberes e ampliar as vozes infantis, frequentemente silenciadas. Como também, contribui para valorizar e conferir visibilidade ao protagonismo das crianças no ambiente escolar, enquanto sujeitos ativos que constroem suas próprias percepções e leituras de mundo (Lopes, 2006, Noguera, 2019). A partir desse protagonismo epistêmico, as crianças oferecem valiosas perspectivas para o desenvolvimento de análises sobre a escola como uma territorialidade central das infâncias, onde se processam parte importante das suas experiências e vivências educativas. Em seus relatos, demonstraram consciência das desigualdades sociais e da necessidade de lutar por seus direitos, o que dialoga com a proposta de Freire (1970) de uma educação libertadora e conscientizadora. Conclui-se que a escola, para as crianças camponesas, assume um papel crucial na construção da identidade e no desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à sua realidade, reforçando a necessidade de uma educação contextualizada que valorize seus saberes e os empodere para transformar suas vidas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1466200 - ANA TEREZA REIS DA SILVA
Interno - 2236695 - ALESSANDRO ROBERTO DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - Jáder de Castro Andrade Rodrigues - UFG
Externo à Instituição - RODRIGO SOARES GUIMARÃES RODRIGUES
Notícia cadastrada em: 27/11/2024 13:03
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