TDAH, Medicalização e Neurocultura: uma possibilidade de transformação à luz da Epistemologia Freireana
TDAH; Medicalização da Educação; Neurocultura; Epistemologia freireana; Educação Inclusiva;
A presente dissertação objetiva refletir sobre a realidade da medicalização nas escolas da Educação Básica e o impacto desse fenômeno para os estudantes diagnosticados com TDAH, além de discutir conceito foucaultianos definitivos para a instauração desta cultura neurocultural e apresentar a Epistemologia Freireana como uma possibilidade para transposição dessa realidade, a fim de oferecer subsídios pedagógicos para os docentes em favor de um ato educativo para além dos diagnósticos e se proponha, ademais, um processo dialético e libertário nas instituições escolares. No referencial teórico trouxemos a concepção de neurocultura como um dispositivo biopolítico de controle que usa a “cerebralização” dos sofrimentos e dos desajustamentos dos sujeitos para que a psiquiatria os nomeie como “Transtornos”, ou seja, como o que está em “desordem” no cérebro e/ou também como “ fora da ordem” dos ditames normatizadores do neoliberalismo. Vivenciar tais interferências na constituição de suas subjetividades faz com que esses estudantes, quando encaminhados aos serviços de saúde passem a compor a grande massa de indivíduos medicados. Na metodologia, a abordagem qualitativa foi escolhida como caminho metodológico, sendo que na coleta de dados entrevistou-se estudantes universitários diagnosticados em suas infâncias como portadores de TDA/H para verificar se suas experiências na universidade refletem a medicalização a que ficaram submetidos. Os dados foram analisados a partir da análise por núcleos de significação a fim de verificar os sentidos atribuídos pelos estudantes em suas falas.