O PODER DAS PLATAFORMAS DIGITAIS COMO GATEKEEPERS: Deveres, conflitos de interesses e direitos dos usuários comerciais no contexto digital
Plataformas digitais, Gatekeepers, Dever de lealdade, Neutralidade, Devido processo digital, Autopreferência, Regulação ex ante, Digital Markets Act, Concorrência e inovação, Direitos dos usuários comerciais
A tese analisa criticamente o poder econômico exercido por plataformas digitais em sua posição de gatekeepers, com foco nos deveres de lealdade, neutralidade e transparência, bem como nos direitos dos usuários comerciais no mercado digital. Investiga como a atuação dessas plataformas, que acumulam papéis de intermediárias, reguladoras e concorrentes, gera conflitos de interesse estruturais e pode distorcer a competição, especialmente por meio de práticas como autopreferência e uso estratégico de dados. A pesquisa examina se e como tais plataformas devem ser responsabilizadas pelo exercício de seu poder, considerando a necessidade de instrumentos regulatórios ex ante e de um devido processo digital que assegurem previsibilidade, contestabilidade e equilíbrio competitivo, sem inibir a inovação. Utilizando como referência experiências internacionais, como o Digital Markets Act (DMA), a tese busca propor diretrizes regulatórias que identifiquem os instrumentos já existentes na legislação brasileira capazes de atender à necessidade de imposição de deveres e obrigações às plataformas no relacionamento com seus usuários comerciais, contribuindo para proteger a competitividade e os direitos dos agentes econômicos no ambiente digital.