Banca de DEFESA: Welliton Caixeta Maciel

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Welliton Caixeta Maciel
DATA : 18/06/2025
HORA: 16:00
LOCAL: https://meet.google.com/ega-vcab-pgr
TÍTULO:

CORPOS (DES)GOVERNADOS EM TEMPOS E ESPAÇOS (IN)CONTROLÁVEIS: PERCURSOS ETNOGRÁFICOS MULTISSITUADOS EM MOVIMENTO, ENTRE BRASIL E FRANÇA, E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA MONITORAÇÃO ELETRÔNICA


PALAVRAS-CHAVES:

Punição e controle de corpos; Monitoração eletrônica; Etnografia multissituada em movimento; Representações Sociais; Pânicos morais.


PÁGINAS: 200
RESUMO:

A Tese enfoca as experiências vividas de pessoas monitoradas com tornozeleiras eletrônicas durante o cumprimento de medidas judiciais, no Brasil e na França, a partir de incursões em trabalho de campo de cunho etnográfico multissituado em movimento nos serviços penitenciários nos dois países. Considerando que o corpo das pessoas monitoradas tem sido o lugar/espaço/tempo da punição e dos controles psico(tecno)políticos, objetivou-se compreender as narrativas desses indivíduos marcados pela monitoração, as interações e tensões no/do corpo monitorado e deste com outros corpos (de agentes estatais, de familiares, de pessoas próximas e outras), em seus aspectos teóricos e práticos, morais e não institucionalizados, pânicos morais a partir deles acionados e representações sociais elaboradas a partir do senso comum sobre e para além desses corpos em seus diferentes marcadores sociais (de gênero, classe, etnia/raça, geográficos, entre outros). Os contextos e as singularidades das experiências das pessoas monitoradas na tentativa de adaptação às demandas dos aparelhos estatais de gestão da monitoração eletrônica, tais como pólos e/ou centrais de monitoração, bem como de serviços de reinserção social, quando existente (como no caso da probation francesa, com seus protocolos de acolhimento e acompanhamento durante o cumprimento das medidas impostas pela Justiça), evidenciam que, ao contrário dos objetivos oficialmente declarados pelos governos em suas políticas criminais, a monitoração de pessoas com tornozeleiras eletrônicas tem sido um recurso tecnológico de esquadrinhamento e contenção de corpos (des)governados em tempos e espaços (in)controláveis, em ambos os países, diante do “momento punitivo”, sob a égide do “continuum carcerário racializado” instrumentalizado por indústrias da segurança e da punição.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1159552 - ELA WIECKO VOLKMER DE CASTILHO
Interna - 1172631 - BEATRIZ VARGAS RAMOS GONCALVES DE REZENDE
Interna - 1270885 - RENATA QUEIROZ DUTRA
Externa à Instituição - JANIA PERLA DIÓGENES DE AQUINO - UFC
Externa à Instituição - JULIANA GONCALVES MELO - UFRN
Notícia cadastrada em: 17/06/2025 08:38
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