Desconstitucionalização quilombola e identidades camaleônicas a partir das águas de Rio dos Macacos - BA
Território, Racismo, Águas, Identidade, Direito e Mulheres.
A pesquisa busca demonstrar como o constitucionalismo brasileiro rejeita a agência quilombola como poder constituinte para a garantia do direito aos territórios de águas, a partir de estudo de caso da comunidade quilombola de Rio dos Macacos. Interpelando a não aplicação da tese de autoatribuição fixada pelo STF no julgamento da ADIN 3239 e as diferentes compreensões sobre afirmar-se quilombola, busca contribuir com o campo de direito e relações raciais e constitucionalismo brasileiro trazendo os sentidos mobilizados pela comunidade sobre sua identidade. Derivada da prática participação e observação e utilizando-se de revisão bibliográfica e etnografia processual, tem como objeto de análise a negação camaleonicidade da identidade pesqueira e quilombola construída nas teses processuais do Estado, por meio da AGU, representando a Marinha do Brasil, no território do empreendimento da Base Naval de Aratu, Simões Filho – BA.