A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INTEGRAÇÃO NO CONTEXTO DA PROTEÇÃO AMBIENTAL NAS ÁREAS MARINHAS PROTEGIDAS SITUADAS EM ZEEs
Áreas Marinhas Protegidas, Princípio da Integração, Proteção ambiental.
A pesquisa aborda a aplicação do princípio da integração no contexto da proteção ambiental em Áreas Marinhas Protegidas (AMPs), com foco nas unidades de conservação marinhas São Pedro e São Paulo e Trindade e Martim Vaz. Destaca-se o cenário atual do Brasil, que protege 26,47% de seus biomas marinhos por meio de unidades de conservação, superando o percentual mínimo estabelecido pela COP10 em 2010. O estudo enfatiza a necessidade de compreender as dinâmicas das atividades econômicas nessas áreas protegidas, analisando suas bases legais e conceitos fundamentais. Questões como o desafio no controle jurídico e físico das AMPs, lacunas nos decretos regulamentares e a necessidade de compatibilização entre proteção e uso sustentável são tratadas com profundidade. A governança das políticas públicas também é analisada, destacando o papel de instituições como o Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Instituto Chico Mendes e a contribuição essencial da Marinha na gestão dos recursos marinhos. Além disso, aborda-se a necessidade de criação de órgãos especializados, como o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, e a relevância da Economia Azul como base para o desenvolvimento sustentável. A metodologia aplicada a análise dos critérios de descrição de Áreas Marinhas com Significado Ecológico e Biológico (EBSA) e do Planejamento Espacial Marinho (PEM). A pesquisa visa contribuir para a harmonização entre a proteção ambiental e as atividades econômicas nas AMPs, promovendo a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos, com base no princípio da integração como eixo norteador.