Banca de DEFESA: Fabiane da Fontoura Messias de Melo

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Fabiane da Fontoura Messias de Melo
DATA : 31/12/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Zoom/ https://us02web.zoom.us/j/85481128689?pwd=bitLWUxSckUybVV2aVRLVEhvN2pNZz09
TÍTULO:

Mortes maternas ocorridas na pandemia de Covid-19 no Acre: um estudo sobre Feminicídio de Estado


PALAVRAS-CHAVES:

morte materna; pandemia; COVID-19; feminicídio de Estado;


PÁGINAS: 120
RESUMO:

Este trabalho foi realizado a partir de casos de mortes maternas ocorridos durante a pandemia da COVID-19 no Acre. O objetivo é demonstrar que a morte dessas mulheres não pode ser atribuída exclusivamente à pandemia, mas reflete condições sociais preexistentes, como desigualdades socioeconômicas e acesso limitado aos serviços de saúde, somadas a precária gestão da crise sanitária. Responder à pergunta “O que fizeram com elas?” implica considerar que já tínhamos evidências científicas para orientar o cuidado e que medidas não foram tomadas para evitar essas mortes. Minha tese central ancora-se na categoria analítica feminicídio de Estado de mulheres grávidas e puérperas a partir de três elementos que demonstrarão que elas ficaram desprotegidas e desamparadas durante a pandemia de Covid-19: 1. As fragilidades do sistema local de vigilância do óbito materno; 2. O itinerário de cuidados marcado pela peregrinação e dificuldades da rede ambulatorial-hospitalar na atenção às mulheres, revelados a partir dos achados nos prontuários médicos, documentos da vigilância e das entrevistas com os familiares; 3. Cenário e as condutas contrárias ao campo das evidências em saúde, aquisição de medicamento ineficaz e falhas na imunização dessas mulheres contra a Covid-19, sendo este um recurso comprovadamente eficaz de proteção contra o vírus. Coloco-me na posição de uma pesquisadora sensível, atenta e acessível, mas não tive a pretensão de biografar essas histórias de vida. Argumento que estas perdas poderiam ter sido evitadas e meu papel de pesquisadora foi questionar os discursos que naturalizam essas mortes e apagam as singularidades dessas vidas transformando-as em números. Minha linha argumentativa é construída da seguinte maneira: o objetivo no primeiro capítulo será descrever os caminhos metodológicos para a construção do trabalho.No segundo capítulo, apresento os aspectos teórico-conceituais que envolvem a temática da morte materna, especialmente pela especificidade das linguagens e nomenclaturas encontradas no campo da pesquisa. No terceiro e último capítulo, à luz da categoria feminicídio de Estado, apresento os achados da pesquisa em três seções: a primeira seção iniciará pelo sistema de vigilância Estadual e municipal de Rio Branco, mostrando a realidade e fragilidades encontradas. A segunda seção é dedicada a apresentar quem são as mulheres, articulando com os arquivos que registraram seus itinerários e as narrativas das famílias. Por fim na terceira seção, mostrarei os problemas no manejo, no controle da Covid-19 e outros aspectos que dificultaram e impediram o acesso à vacinação contra Covid-19 das mulheres grávidas rio branquenses, deixando-as em situação de maior risco. Concluo que os achados da pesquisa indicaram um padrão de falhas nos deveres de proteção e cuidado do Estado que adotou medidas que contrariavam as evidências em saúde à época.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - SILVANE DA CRUZ CHAVES - UFAC
Presidente - 2458484 - DEBORA DINIZ RODRIGUES
Externa à Instituição - ILANA GRUNBAUN AMBROGI - ANIS
Interna - 1904522 - JANAINA LIMA PENALVA DA SILVA
Externa à Instituição - LUCIANA STOIMENOFF BRITO - ANIS
Notícia cadastrada em: 16/12/2024 10:10
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