Banca de DEFESA: Kaio Marcellus de Oliveira Pereira

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Kaio Marcellus de Oliveira Pereira
DATA : 13/09/2024
HORA: 11:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/l/meetupjoin/19%3ameeting_NjE0MmNjY2EtNDJjMS00ZTRjLTgxYjMtYW
TÍTULO:

A Transmutação do Punitivismo: uma análise da política judiciária e penitenciária do Estado do Acre


PALAVRAS-CHAVES:

Punitivismo; Superlotação Carcerária; Monitoramento eletrônico.


PÁGINAS: 152
RESUMO:

A presente tese analisa políticas judiciárias e penitenciárias no estado do Acre do período de janeiro de 2014 a maio de 2024 e sua relação com a população carcerária. A pesquisa buscou entender como o Poder Judiciário no Acre, por meio da criminalização secundária, gerencia o poder de punir e quais as estratégias de punição e controle, e de que forma as políticas judiciárias t êm interferido na população carcerária. Nos últimos dez anos, o monitoramento eletrônico cresceu de forma exponencial no Acre, m as essa política estimulou o desencarceramento e a redução do Estado Penal na vida social? Ou aumentou de forma seletiva seu alcance para reforçar um quadro de violência institucional? Para responder essas questões, foi feita pesquisa de fluxo de 1.114 processos no Superior Tribunal de Justiça, e pesquisa documental, com análise qualitativa de 230 documentos e relatórios do Instituto de Administração Penitenciária do Acre e da Unidade de Monitoramento Eletrônico Penitenciário. O resultado revelou tendências de políticas judiciárias e penitenciárias locais que se diferenciam das estratégias de controle e punição do cenário nacional. Mas essas tendências de política são punitivistas? A falta de um consenso conceitual para definir o que é o punitiv ismo na literatura criminológica dificulta o trabalho de interpretação e atribuição de significados para as políticas judiciárias e p enitenciárias contemporâneas. Por isso, propõe-se um conjunto de categorias para interpretar se uma política é ou não punitivista. Num sistema em que os discursos e práticas foram estruturados pelo racismo e colonialismo, apenas uma hermenêutica descolonizadora pode permitir novas leituras sobre as dimensões políticas e sociais do poder punitivo e novos horizontes para a reformulação de po líticas judiciárias.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BRUNO AMARAL MACHADO - UNICEUB
Presidente - 2222564 - CRISTINA MARIA ZACKSESKI
Interno - 1863338 - EVANDRO CHARLES PIZA DUARTE
Interno - ***.173.968-** - JOSE GERALDO DE SOUSA JUNIOR - UnB
Externo à Instituição - MAIQUEL ÂNGELO DEZORDI WERMUTH - UNIJUI
Notícia cadastrada em: 15/08/2024 13:46
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