PPGD PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO FACULDADE DE DIREITO Téléphone/Extension: 99999-9999/99999 https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de DEFESA: VALERIA ELIZABETH ROSALES ANDRADE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALERIA ELIZABETH ROSALES ANDRADE
DATA : 30/06/2025
HORA: 16:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_OTkxNDBkNzUtZjFkMS00YTNkLWI0MmEtZGM4OGE5MWI2M
TÍTULO:

A VIOLÊNCIA DE GÉNERO CONTRA MULHERES INDÍGENAS: a perspectiva interseccional na formulação de políticas públicas


PALAVRAS-CHAVES:

interseccionalidade; violência de gênero; mulheres indígenas; políticas públicas.


PÁGINAS: 130
RESUMO:

Esta dissertação analisa criticamente a formulação e a implementação das políticas públicas de combate à violência de gênero contra mulheres indígenas no Equador, à luz da perspectiva interseccional. A pesquisa parte do reconhecimento de que as mulheres indígenas estão situadas em uma posição de vulnerabilidade agravada pela sobreposição de diferentes sistemas opressores, como o racismo estrutural, o patriarcado, a exclusão territorial e a desigualdade de classe. Apesar dos avanços normativos e da existência de um arcabouço constitucional que reconhece a plurinacionalidade e os direitos das mulheres, a atuação estatal ainda se mostra insuficiente por ignorar as especificidades culturais, históricas e sociais que atravessam a experiência dessas mulheres. O trabalho está organizado em quatro capítulos. O primeiro apresenta uma contextualização histórica da marginalização indígena, destacando o papel da colonização e da mestiçagem na exclusão dos povos originários. O segundo capítulo examina a participação das mulheres indígenas nos movimentos sociais e políticos, evidenciando a invisibilização de suas lideranças e as discrepâncias entre suas reivindicações e as dinâmicas patriarcais das suas comunidades. O terceiro capítulo explora o contexto da violência de gênero no Equador, com base em dados estatísticos e documentos oficiais, destacando as formas específicas de violência enfrentadas pelas mulheres indígenas. Por fim, o quarto capítulo discute a interseccionalidade como ferramenta teórica e prática fundamental para a construção de políticas públicas que promovam de fato a equidade e a justiça social. Conclui-se que a ausência da perspectiva interseccional nas políticas públicas perpetua as desigualdades e a violência estrutural contra as mulheres indígenas. Dessa forma, recomenda-se a incorporação de abordagens interseccionais nos processos de formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas, considerando as múltiplas dimensões da identidade e da opressão que configuram a realidade dessas mulheres no Equador.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - ***.642.478-** - ISIS DANTAS MENEZES ZORNOFF TABOAS - UnB
Presidente - 4878654 - LIVIA GIMENES DIAS DA FONSECA
Interna - 1074055 - TALITA TATIANA DIAS RAMPIN
Externa à Instituição - THAYSE EDITH COIMBRA SAMPAIO - UNICEUB
Notícia cadastrada em: 24/06/2025 10:32
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