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Banca de DEFESA: LUCAS DE SOUZA LINO DOMINGOS COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS DE SOUZA LINO DOMINGOS COSTA
DATA : 16/05/2025
HORA: 14:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_MzdmYWE5YjEtNmQ3Zi00MTEwLWE5NjktYjE3OTdlNTIz
TÍTULO:

UM VOO DA CORUJA DE PALAS-ATHENA: a potência da palavra, o convencimento e o veredito de Orestes no registro da gênese do direito


PALAVRAS-CHAVES:

Tribunais da Grécia Antiga, Areópago, Dionisíaco, Apolíneo, Teatro Grego. 


PÁGINAS: 95
RESUMO:

A presente dissertação de mestrado tem como escopo de estudo a interconexão entre mitologia e história com o intuito de se prestar como um guia de leitura para a tragédia grega da Oresteia, mais especificamente o fim de sua trilogia, a peça  Eumênides (as boas deusas). Poetizada por Ésquilo, o mito fim do mito de Orestes é marco artístico por narrar em termos poéticos a transição da resolução de um imbróglio marcado pela vingança transgeracional para sua metamorfose em uma sociedade que alcança o ponto de resolução pelo uso da Justiça e da retórica persuasiva. De início é feita uma contextualização do mito em Aristóteles e Platão, parte-se então para um estudo sobre a teatrologia grega e aspectos retóricos da sociedade grega focados na palavra. Por fim, apresenta-se o mito em sua forma narrativa expandida. A pesquisa pretende destacar a relevância da figura da Deusa Palas-Athena que cria e preside o tribunal do Areópago que julgará Orestes em seu crime de matricídio. Orestes é o herói grego que pediu seu julgamento por se encontrar entre uma situação em que o princípio da Justiça o tenciona com as expectativas da lei e das perturbações dêiticas que sofre das Erínias: Tisífone (Castigo), Megera (Rancor), Alecto (Inominável). A performance da deusa é composta sobretudo pelo uso da persuasão que consolida a expectativa do povo grego pelo uso da Justiça como elemento norteador de sua mitologia. A metodologia inclui uma análise textual das peças com contextualizações da cultura grega, além de interpretações de cunho jurídico que envolvem temas como destino, culpa, dolo, justiça, persuasão e retórica em busca pela metamorfose da chaga das Erínias, em felicidade, temperança e Justiça. Assim, ao confrontarmos a apresentação da Oresteia com o funcionamento prático dos tribunais da democracia ateniense, vimos que a tragédia grega em seu caráter pedagógico sugere que o cerne jurídico da tragédia do Areópago é servir de modelo para a formação dos cidadãos em magistrados.    


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1716148 - CLAUDIA ROSANE ROESLER
Interno - 2132953 - ISAAC COSTA REIS
Externa à Instituição - TAINA AGUIAR JUNQUILHO - IDP
Interno - 1647964 - VALCIR GASSEN
Notícia cadastrada em: 02/05/2025 10:16
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