MIGRAÇÃO E REFÚGIO EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 NA FRONTEIRA BRASIL-PERU
MIGRAÇÃO; REFÚGIO; PANDEMIA DA COVID-19; DIREITOS HUMANOS; ITERAÇÕES DEMOCRÁTICAS
O atual trabalho tem por objetivo compreender a atuação do Estado brasileiro perante a crise humanitária de migrantes e refugiados venezuelanos na fronteira Brasil-Peru após a decretação do Estado de calamidade no país durante a Pandemia da Covid-19 em 2020. Para cumprir este objetivo, o foco principal da pesquisa voltou-se à análise das concepções sobre vulnerabilidade compartilhada, interdependência humana e solidariedade global descritas por Judith Butler e Zygmund bauman, bem como, as acepções de cosmopolitismo e interações democráticas de Seyla Benhabib voltadas à questão migratória do caso concreto de violações aos direitos humanos ocorridos contra venezuelanos no Acre. Ponderam-se as questões relativas às normas de restrições de controle sanitário previstas nas portarias em 2020 e a necessidade de efetiva proteção internacional de migrantes venezuelanos durante a pandemia da Covid-19. A metodologia da pesquisa foi essencialmente teórica e explicativa, tendo como fonte de dados a pesquisa bibliográfica. A perspectiva das iterações democráticas se mostrou útil, visto que visa a concretização e implementação de direitos humanos em âmbito global, pautados na visão cosmopolita de dever de hospitalidade e solidariedade global contemporâneo.