EFICIÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICAS E PRIVADAS NO BRASIL: Uma Análise Comparativa.
Eficiência operacional, ensino superior, DEA, benchmarking, governança educacional.
Este estudo investiga a eficiência operacional das Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas no Brasil entre 2013 e 2023, utilizando a metodologia Análise Envoltória de Dados (DEA). A análise considera indicadores quantitativos e qualitativos extraídos do Censo da Educação Superior (INEP), incluindo dados sobre o crescente número de ingressantes. Nesse período, o total de ingressantes aumentou de 2.196.822 em 2010 para 4.994.192 em 2023, com destaque para as IES privadas com fins lucrativos, que representaram aproximadamente 74% do total de ingressantes em 2023. Para capturar a evolução da produtividade, aplica-se o Índice de Malmquist, além de técnicas econométricas, como regressão Tobit com bootstrap de Simar e Wilson (2007). Os resultados indicam que 35% das IES operam na fronteira de eficiência técnica, sendo as IES públicas mais homogêneas nos escores de eficiência, enquanto as privadas apresentam maior heterogeneidade devido a variações em recursos e infraestrutura. Observa-se uma queda na eficiência global das IES após 2020, relacionada ao impacto da pandemia de COVID-19 e a restrições orçamentárias. As regiões Sul e Sudeste concentram as IES mais eficientes, enquanto o Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais. A pesquisa é relevante para orientar políticas públicas que promovam a eficiência e equidade no ensino superior, alinhando gestão de recursos à ampliação do acesso e à qualidade educacional. Os achados oferecem subsídios valiosos para gestores e formuladores de políticas educacionais.