Controvérsias ESG, Governança Corporativa e Gerenciamento de Impressões: Evidências do Mercado Brasileiro
sustentabilidade empresarial; estrutura ESG; Mercado Brasileiro
Nas últimas décadas, a sustentabilidade empresarial consolidou-se como eixo importante das discussões sobre valor corporativo e responsabilidade social, impulsionada pela integração dos fatores ambientais, sociais e de governança (Environmental, Social and Governance – ESG) nas práticas de avaliação e decisão de investimento (Nguyen et al., 2021; Velte, 2022; Orazalin & Mahmood, 2021). O conceito de ESG representa uma evolução da noção de responsabilidade corporativa, ao incorporar dimensões éticas e não financeiras na análise de desempenho e na comunicação com stakeholders, em resposta às demandas por transparência, ética e legitimidade (Samarakoon et al., 2025).
A estrutura ESG é composta por três dimensões interdependentes: ambiental (E), voltada à mitigação dos impactos ecológicos e à eficiência no uso dos recursos; social (S), relacionada à diversidade, equidade e condições de trabalho; e de governança (G), que abrange os mecanismos de controle, transparência e conduta ética corporativa (Orazalin & Mahmood, 2021; Velte, 2022). O pilar da governança é reconhecido como o mais relevante para assegurar a coerência entre discurso e prática, funcionando como eixo integrador das demais dimensões (Nguyen et al., 2021).