Políticas Monetária e Fiscal no Brasil e a Abordagem Comportamental
Inferência bayesiana; Vieses cognitivos; Previsão econômica; Interação fiscal-monetária.
Esta Tese examina a interação entre as políticas monetária e fiscal no Brasil, com foco nas implicações da racionalidade limitada na modelagem econômica. O objetivo é comparar os impactos das abordagens racional e comportamental sobre variáveis macroeconômicas em resposta a choques de política, buscando proporcionar uma compreensão mais profunda das dinâmicas econômicas do Brasil. O estudo utiliza um modelo DSGE novokeynesiano com estimativa Bayesiana, analisando dados trimestrais de 2000T1 a 2023T4. O modelo avalia as respostas diferenciais de variáveis macroeconômicas — PIB, superávit e déficit primário, consumo privado, inflação, dívida pública e taxa de juros — sob as abordagens racional e comportamental. A análise revela que, embora a abordagem racional apresente consistência teórica, suas suposições de ajustes instantâneos e agentes plenamente racionais a tornam menos aplicável ao contexto econômico brasileiro. Por outro lado, a abordagem comportamental captura de forma mais precisa os ajustes graduais e as respostas adaptativas dos agentes econômicos, considerando as limitações cognitivas e os vieses comportamentais. Esta pesquisa contribui para o campo da macroeconomia comportamental ao aplicar o conceito de racionalidade limitada ao Brasil, uma economia marcada por volatilidade estrutural e dinâmicas de políticas adaptativas. Por fim, ao integrar cenários recentes, como os efeitos da pandemia de COVID-19, esta pesquisa amplia a compreensão sobre como choques econômicos afetam as variáveis macroeconômicas analisadas. Assim, o manuscrito não apenas avança a modelagem econômica teórica, mas também serve como uma ferramenta prática para orientar a formulação de políticas públicas mais eficazes, adaptadas às complexidades da economia brasileira