O efeito eleitoral de ciclos político-orçamentários nos municípios brasileiros
ciclos político-orçamentários, probabilidade de reeleição, eleições, municípios brasileiro
Ciclos orçamentários em quais funções de despesas afetam a probabilidade de reeleição dos prefeitos no Brasil? Características do município ou do eleitor, como qualidade dos serviços públicos ofertados, nível educacional, renda domiciliar, entre outras, alteram, o tamanho do efeito dos gastos sobre a probabilidade de reeleição? Este trabalho se dispõe a estudar o caso dos prefeitos de municípios brasileiros entre 2005 e 2020. São utilizados dados fiscais de todos municípios brasileiros disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI), dados sobre candidatos e resultados das eleições oriundos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dados de características dos municípios dos censos demográficos de 2000 e 2010 (IBGE). Aqui foi adotado um modelo probit em painel para estimar os efeitos que aumentos das despesas em cada função do governo local, nos anos eleitoral e pré-eleitoral, têm na probabilidade de reeleição dos prefeitos. Os efeitos marginais de cada regressão são então ordenados ao longo de variáveis que denotam características municipais, de forma a ver quais características que estão associadas uma maior ou menor recompensa eleitoral a cada função orçamentária. A relevância do estudo se dá por trazer uma visão mais detalhada da reação do eleitor ao ciclo orçamentário dependendo de suas características. Assim, são encontrados comportamentos heterogêneos entre a população de um mesmo país. Tais comportamentos podem passar despercebidos em uma análise que não leve em conta as variações das características dos eleitores