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Nas últimas décadas do século XX, no espaço universitário dos Estados Unidos, o campo interdisciplinar dos estudos visuais adquiriu patamar institucional com a fundação do programa de Estudos Culturais e Visuais da Universidade de Rochester, 1989, o qual integrou inicialmente pesquisadores das áreas de arte e literatura comparada. Na mesma esteira, em 1998, entrou em funcionamento o programa de Estudos Visuais na Universidade de Califórnia de Irvine, acoplando programas de história da arte e de cinema. Em uma e outra ocasião, a decisiva participação da história da arte evidencia a antecedência deste campo disciplinar nos debates subsidiados pelas pesquisas, estudos e reflexões em torno da imagem, sobretudo, na ampliação da perspectiva que passou abarcar a problematização da visualidade. O recurso ao conceito de cultura visual, doravante, esteve movido pela finalidade de abarcar um leque temático estendido das mídias aos tipos diversos de representações, abarcando as formas e modos de produção e circulação de imagens.
As iniciativas estadunidenses não podem ser dissociadas do projeto executado por Roland Barthes, na França, ao longo das décadas de 1950 e 1960. Ele se encaminhou para além do campo estrito da literatura, no movimento mesmo em que propôs a passagem da teoria literária à crítica cultural.
Nesta disciplina, em um primeiro momento, a proposta de análise e discussão de teorias obedece ao propósito de retomar as duas vertentes enfocando, exatamente, o que priorizam em termos de problematização da cultura visual contemporânea e modelos de análise em seus respectivos protocolos de pesquisa e reflexão. A proposta desta disciplina se desdobra, então, em um segundo momento em que, mediante um esboço de exercício arqueogenealógico, a meta estará em fazer pontuais reconstruções de formulações em torno do nexo da imagem com o conhecimento/memória. No limite, o objetivo é examinar como as concepções e discussões acerca da mesma triangulação. |